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sábado, 23 de abril de 2011

Propriocepção


A propriocepção (percepção do próprio corpo) é um procedimento da fisioterapia utilizada, principalmente, nos pacientes portadores de patologias traumato-ortopédicas e desportivas. A propriocepção inclui a consciência da postura, do movimento, das partes do corpo e das mudanças no equilíbrio, além de englobar as sensações de movimento e de posição articular

No corpo humano, tem receptores (mecanoceptores) que desempenham um importante papel de proteção e defesa do sistema. Os proprioceptores são receptores que se localizam mais profundamente nos músculos, aponeuroses, tendões, ligamentos, articulações e no labirinto cuja função reflexa é locomotora ou postural. São essenciais para informar ao nosso cérebro a noção de posição dos membros, e por sua vez, esta informação de posicionamento corporal é essencial para o controle dos movimentos.
Nos últimos anos, trabalhos com a propriocepção tiveram grandes avanços, principalmente na área desportiva. Os esportes em si exigem demais dos atletas, onde em alguns deles são realizados movimentos mais bruscos, impactos excessivos, mudanças de direção, contato físico, dentre outros, necessitando, portanto, do treinamento proprioceptivo.

Após uma lesão articular e/ou ligamentar, os receptores proprioceptivos também são lesionados, o que significa que a informação que é normalmente enviado para o SNC fica prejudicada, logo, haverá um déficit na capacidade proprioceptiva do indivíduo. Isto pode deixar a pessoa propensa a se lesionar novamente, ou diminuir a sua coordenação durante o esporte.

O treino proprioceptivo é realizado em superfícies instáveis. A instabilidade gerada irá fornecer ao organismo constantes oportunidades para avaliar a sua orientação no espaço, desenvolvendo e treinando a consciência corporal, sendo assim, uma melhora na reposta proprioceptiva proporciona ao corpo com maior equilíbrio e estabilidade;


INDICAÇÕES:

Lesões musculares;

Lesões articulares;

Lesões de menisco;

Instabilidade articular;

Déficit de equilíbrio;

Prevenção de Lesões (tratamento profilático);

Prevenção de quedas.



RESULTADOS ESPERADOS:



Fortalecimento muscular

Melhora a mobilidade articular

Melhora estabilidade das articulações;

Melhora a postura;

Otimiza o desempenho desportivo;

Em idosos Aumenta a independência funcional;

Retorno as atividades de vida diárias ou esportivas mais rápido e com redução do risco de recidivas.

sábado, 9 de abril de 2011

Senador Radolfe recebe requerimento sobre Ato Médico

 Coffito requere audiência pública sobre Ato Médico

Membros da Comissão de Assuntos Parlamentares (CAP) do Coffito entregaram ao Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) um requerimento de audiência pública sobre o Projeto de Lei do Ato Médico, no último dia 16, em Brasília. O Coffito continua atuando em prol de uma discussão mais ampla e melhor fundamentada sobre o projeto de Lei, de forma a garantir a adoção do modelo de saúde multiprofissional aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país. Na foto, a Dra Isabela Álvares, Dr Ricardo Lotif e Dra Carla Benck entregam o requerimento ao senador. 


Retirado do site: www.coffito.org.br 

sábado, 5 de março de 2011

Eletrocardiograma (ECG)

- Ondas

· Onda P: despolarização dos átrios. É precussora da sistole atrial e tem duração de 0.08 a 0.12 s. O ritmo sinusal é caracterizado pela presença da onda P positiva em DII, DII, aVF e V2-V6. Geralmente positiva em DII e aVL, negativa em aVR e bifásica ou variável em V1. É melhor analisada na derivação DII, tendo importância para análise do ritmo sinusal (ciclo elétrico originado no NSA) ou ciclo ectópico (impulsos elétricos não originados no NSA e sim em outras locais do coração.
· Complexo QRS: ocorre após o intervalo PR e representa a ativação ventricular (doreita-esquerda), precussora da sistoe ventricular é constituída de três ondas. Tem duração de 0.06 a 0.10 s com amplitude variada, apresentando-se maior nas derivações precordias do que nas periféricas.
1. Onda Q: primeira deflexão negativa com amplitude entre 0.5 a 1.0 mm. Em situações normais, na maioria das derivações do ECG, ela não aparece.
2. Onda R: primeira deflexão positiva, pode ter até 30 mm de amplitude.
3. Onda S: segunda deflexão negativa
A presença de uma segunda onda positiva no complexo QRS é chamada de R’. Caso ocorra uma nova onda deflexão negativa será chamada de S’. As ondas de amplitude inferior a 5mm receberão as letras minusculas: q, r, s e maiores que 5 mm, Q,R,S. Devido a isto, a apresentação dos três componentes varia levando a formação de padrões distintos, por exemplo: R, Rs, RS, qRs, ...
· Onda T: representa a maior parte da repolarização ventricular. Tem forma arredondada. Sua duração não é medida de forma isoada, sendo integrada ao intervalo QT. Normalmente é positiva em DI, DII, V2 a V6, negativa em aVR e variavel nas demais.
· Onda U: ocorre após a onda T, mas nem sempre é identificada. Sua representação é incerta, porém sugere-se relação com o período de recuperação das fibras de condução ventriculares, potenciais tardios no início da diástole ou repolarização dos musculos papilares.intervalos
- Segmentos e Intervalos
· Segmento PR: começa no final da onda P e termina no início do complexo QRS.Exprime a passagem do estímulo pela junção átrio-ventricular, eonde sofre um atraso para permitir a contração atrial e o enchimento ventricular.
· Intervalo PR: espaço que abrange a onda P e o segmento PR. Indica a velocidade de contração entre os átrios (NSA) e os ventriculos (NAV) e representa a despolarização atrial. Varia de 0.12 a 0.20 s e está relacionada com a FC, sendo maior em FC baixa e menos em FC alta.
· Segmento ST: período entre o fim do complexo QRS e o começo da onda T. Alterações quanto a sua posição com relação a linha de base são denominadas de supra e infradesnivelamentos e podem sugerir lesõs do miocárdio.
· Intervalo QT: espaçõ abrangido pelo complexo QRS, segmentos ST e pela onda T. Representa a despolarização e repolarização ventricular. Tem duração que varia de 0.30 a 0.44s, sendo inversamente proporcional a FC. Em um ritmo cardíaco normal, sua duração não deve ser superior a metade da distância entre duas ondas R consecutivas.
· Intervalo RR: em milissegundos, é o espaço existente entre duas ondas R consecutivas. Mostra um ciclo cardíaco completo e é empregado para auxiliar na determinação do número as contrações cardíacas ocorridas em um período e tempo.