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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Técnicas de Higiene Brônquica


Técnicas de Higiene Brônquica

Tem como objetivo proporcionar a mobilização e com consequente remoção do  excesso de muco ou secreção retidos nas vias aéreas e assim otimizando as trocas gasosas e a diminuindo o trabalho respiratório.  Algumas técnicas serão descritas a seguir.
 - Drenagem postural - mobilização e delocamento de secreções por meio do uso da gravidade, utilizando a mudança de decubito como tratamento  tem como  objetivo  direcionar as secreções dos lobos ou segmentos distais para as vias aéreas centrais, facilitando sua remoção pela tosse ou aspiração. Baseado na anatomia, ausculta pulmonar e radiografia de tórax (quando possível) com a identificação da área de acúmulo de secreção; posteriormente, define a posição na qual o brônquio segmentar da região afetada esteja na posição vertical em relação à gravidade. O tempo para esse procedimento e inderteminado, a asculta pulmonar pode auxiliar no que diz respeito ao período da técnica.



    - Ondas de choque mecânico - mobilização e deslocamento das secreções ao longo da árvore brônquica

 - Percussão torácica : realizada com auxílio das mãos, em forma de concha com o punho ou com os dedos (normalmente em RN's), de forma ritmica que dão origem a ondas mecânicas que se propagam do tórax para o tecido pulmonar. Pode ser aplicada diretamente na pele e deve-se obeservaráreas anatômicas, se ha presença de hiperemia, drenos, cateteres, fraturas não diagnosticadas e enfizema subcutâneo. Não deve levar desconforto ao paciente e poder ser realizada tanto na inspiração quanto na expiração. As Contra-indicações são: hemoptise, fratura, fissura, osteoporose, broncoespasmo severo, incisões cirúrgicas e drenos, HAS, febre, taquicardia e carcinoma.


   - Tosse assistida - objetiva aumentar a eficácia do mecanismo de tosse.   O paciente deve realizar lentamente a inspiração antes do ato tossígeo, a seguir, expirar o ar suavemente, em um período breve, efetuar uma brusca e curta expiração ( tosse ),  o fisioterapeuta deve executar uma compressão moderada durante a tosse aumentando assim a sua eficácia. 
   
      
  - Estimulação da tosse - estimular o reflexo da tosse quando a tosse voluntária está diminuída ou em pacientes não colaborativoa. Estímulo mecânico localizados nos pontos anatômicos específicos (  estímulo de fúrcula esternal de forma manual, cav. nasal, traquéia e carina  com auxílio de sondas de aspiração )

   - Aceleração de fluxo - retirada passiva das secreções através da aceleração de fluxo expiratório com apoio abdominal. Há um aumento da pressão intrabrônquica, que leva à turbulência do fluxo aéreo mobilizando secreções aos brônquios proximais.

  - Flutter e shaker- Associação de PEEP com oscilação oral de alta freqüência, gerando vibrações endobrônquicas.        Tem forma de cachimbo com uma espera de aço sustentada sobre um suporte que, durante a expiração, gera oscilações com freqüências que variam dependendo da angulação do equipamento, em relação à boca, enquanto seu peso serve de resistência expiratória que varia de 10 a 25 cmH2O.

  - Expiração com pressão positiva nas vias aéreas – EPAP -      Sistema de utilização de resistência externa ao fluxo expiratório por meio de válvula expiratória unidirecional, com a finalidade de gerar pressão positiva ao final da expiração.        Realiza inspiração profunda, seguida de uma expiração basal contra a resistência oferecida pela válvula, previamente regulada.

 - Aspiração -          técnica utilizada mediante a utilização de uma sonda conectada a um gerador de pressão negativa, (aspirador) devendo ser aplicada em pacientes com tosse ineficaz ou em ventilação mecânica.        Deve ser realizada de maneira asséptica, com duração de 10 a 15 segundos em sistema de aspiração aberto ou fechado.    No sistema aberto, é necessária a retirada do paciente do respirador e introdução da sonda, interrompendo a ventilação.

·        No sistema fechado, o paciente não é desconectado; a sonda é protegida por um envolvente plástico, podendo ser trocada a cada 24 h. Deve ser realizada, preferencialmente por 2 fisioterapeutas.

- Manobra com pressão zero ao final da expiração - ZEEP - aumentar o fluxo expiratório para promover o deslocamento de secreções.    Técnica de redução abrupta da pressão positiva expiratória final,(PEEP) realizada em pacientes sob ventilação mecânica invasiva.         O fisioterapeuta aguarda o início da inspiração , quando isso ocorre, eleva a PEEP ( entre 10 e 15 cm H2O ), não permitindo pressões de pico elevadas ( 30 e 40 cm H2O ). Aguarda-se a realização de alguns ciclos respiratórios ( 3 a 5 ). A seguir reduz-se a PEEP à zero de modo abrupto, acompanhada de vibrocompressão.  Essa manobra proporciona rápido deslocamento de ar. a vibrocompressão e importante para eficacia da técnica (que seja ideal ser realizada com 2 fisioterapeutas)
    
  •  Bag Squeenzing -  ventilação associada a vibrocompressão com o objetivo de mobilização e deslocamento da secreção. Feita em paciente sob ventilação mecânica. Deve ser realizada preferencialmente por dois fisioterapeutas, onde um instila soro no tubo orotraqueal e com o uso do ambu ventila de forma rápida em três ciclos seguidos e ao final deles o segundo fisioterapeuta faz a vibrocompressão. Esta técnica antecede a aspiração e  é eficaz para o deslocamente de rolhas.

sábado, 18 de setembro de 2010

Vídeo Fisioterapia: Fratura Platô Tibial



Paciente do sexo feminino com 38 anos sofreu acidente de moto e fraturou platô tibial. Iniciou tratamento fisioterapeutico domiciliar. Encontrou-se incialmente acamada, sem qualquer angulação de flexão de joelho direito. Após 18 sessões de fisioterapia, observa-se excelente evolução, sem descarga de peso (não foi iniciada devido esperarmos a realização do raio x para verificação da consolidação e alinhamento, que posteriormente, após o raio x, observou-se estarem evoluindo de forma satisfatória e, então, foi inciada a descarga de peso parcial do membro inferior direito). Fisioterapeuta: Raylana Kelly

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Vídeo Fisioterapia: Fratura Platô Tibial


Paciente do sexo feminino com 38 anos sofreu acidente de moto e fraturou platô tibial. Iniciou tratamento fisioterapeutico domiciliar. Encontrou-se incialmente acamada, sem qualquer angulação de flexão de joelho direito. Após 15 sessões de fisioterapia, observa-se excelente evolução, no entanto, a descarga de peso ainda não foi iniciada devido esperarmos a realização do raio x para verificação da consolidação e alinhamento. (que posteriormente, após o raio x, observou-se estarem evoluindo de forma satisfatória e foi inciada a descarga de peso parcial do membro inferior direito). Fisioterapeuta: Raylana Kelly

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Cãimbras

Cãimbras
São caracterizadas por espasmos musculares involuntários, aparecem de forma súbita, de curta duração e dolorosas em um músculo ou grupo muscular. Surgem com mais freqüência durante ou posterior há alguma atividade física e eventualmente em repouso. O desaparecimento, na maioria das vezes, também ocorre de forma súbita. Diversos são os fatores que podem gerar as câimbras: desidratação, carência de algum mineral como potássio, cálcio e magnésio pela transpiração (embora pesquisas apontem que a ausência destes são menos propensos a causar as câimbras, pois, a quantidade destes minerais no suor é inferior ao cloreto de sódio e além disso cálcio, potássio e magnésio são repostos de forma fácil e rápida através de uma dieta), falha no mecanismo de contração,excesso de atividade física, fadiga muscular e além disso, musculatura com pouco tonicidade, musculatura mal alongada, diabetes, doenças neurológicas ou problemas vasculares estão entre os fatores susceptíveis ao desencadeamento a estes espasmos musculares.
Existem algumas teorias que explicam o aparecimento das cãimbras: 1- Desidratação: com a perda de líquido no exercício ocorre um desequilíbrio nos fluidos corporais, prejudicando ou interferindo no mecanismo contrátil muscular, podendo ocasionar as contrações súbitas. 2- Teoria Eletrolítica: pesquisas apontam que a deficiência do sódio parece ser o principal fator do surgimento da cãimbra, pois, é de fundamental importância na iniciação dos sinais nervosos e ações que levam ao movimento muscular e sua diminuição (durante o exercício com a perda de suor) pode aumentar a sensibilidade muscular e a constante tensão seguida do movimento pode levar as contrações involuntárias. Caso não ocorra a reposição do mineral, ocorrerá uma deficiência progressiva e significativa de sódio e água, estimulando algumas terminações nervosas que podem provocar as contrações musculares. 3- Metabólica: metabólicos advindos da atividade contrátil excessiva como, por exemplo, o acido lático podem fazer com que o músculo se torne intoxicado. A acidose induzida pelo exercício é mais um fator causador da cãimbra, pois se a necessidade de oxigênio não é suficiente para suprir o músculo, o estoque de fosfocreatina é consumido e as etapas mitocôndrias do ciclo de degradação da gliclose, na célula muscular, não conseguem ser realizadas, gerando, portanto, o acúmulo de ácido lático e o seu excesso diminui o pH celular,originando a cãimbra.
Em caso se aparecimento das cãimbras alongue devagar o músculo, às vezes ao “puxar” de forma abrupta pode causar um estiramento e conseqüente uma lesão muscular. Como já dito, na maioria das vezes o seu desaparecimento ocorre de forma súbita, em caso do processo doloroso persistir procure um especialista.