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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quando utilizar o frio e o calor?



Esse é um dos principais questionamentos que os pacientes fazem durante uma avaliação fisioterapêutica.
Tanto o gelo quanto o calor são recursos muito utilizados dentro da fisioterapia, tendo ambos excelentes resultados. Vamos entender qual o resultado com a utilização de cada recurso para pode saber qual será o mais adequado para aquele tratamento.

Gelo - Crioterapia
Considerado um antiinflamatório natural, o gelo atua diretamente nas fases da inflamação, são elas: edema, dor e calor. Com o frio, ocorre a diminuição do metabolismo e redução da circulação local através da vasoconstrição, assim, prevenindo e reduzindo o edema e reações inflamatórias, ele também promove a quebra do ciclo dor-espasmo-dor. Com isso permite o início de mobilização precoce, o que é de grande importância para evolução rápida do tratamento e posteriormente, volta as suas atividades de vida diária.
Melhores resultados são obtidos quando a sua aplicação é feita logo após o trauma, prevenindo principalmente o surgimento de lesões secundárias a este.
 Normalmente a opção por utilizar o gelo se dá no quadro agudo da patologia, porém também se utiliza nos casos crônicos com sintomas agudizados (principalmente quando há presença de quadro álgico intenso).

Formas de tratamento:
•      Criomassagem,
•      Panquecas frias,
•      Imersão,
•      Bolsas de gel (de preferência as que o gel nao congela)
•      Sprays vaporizadores

Situações em que pode ser utilizado:
•      Traumatismos mecânicos;
•      Dores cervicodorsolombares;
•      Derrames articulares pós-traumáticos.
•      Espasmos musculares;
•      Lesões periarticulares: tendinites, bursites;
•      Alguns pós operatórios (ex: artroplastia total do joelho, reconstrução LCA, etc..)


Calor - Termoterapia
O calor, por outro lado, provoca a vasodilatação, seus principais efeitos  terapêuticos são:alívio da dor, aumento da flexibilidade das fibras dos tecidos músculos-tendíneos, melhora da resposta ao alongamento, diminuição da rigidez articular e melhora do espasmo., no entanto, como há aumento da circulação local, deve-se tomar cuidado em casos de lesões traumáticas, pois pode ocorrer o aumento do edema ou quando há ruptura de vasos sanguíneos, o hematoma.
Deve-se tomar o cuidado de não aquecer em demasia e com isso, provocar queimaduras e bolhas, o calor deve ser agradável e a pele deve estar protegida.

Formas de tratamento:
•      Bolsas ou toalhas quentes
•      Imersão
•      Banho de parafina
•      Ultrassom (Contínuo)
•      InfraVermelho
•      Ondas curtas

Situações em que pode ser utilizado:
·        Contratura Musculares
·        Dores cervicodorsolombares (fase crônicas sem presença de edema)
·        Artroses
·        Fase crônica de lesões músculoesqueléticas (entorses, contusões musculares, pós operatórios tardios de lesões ligamentares, etc)

domingo, 23 de janeiro de 2011

Fisioterapeuta improvida tala para ajudar vítima das chuvas no Rio De Janeiro

 No meio do ginásio Pedro Rage Jahara, conhecido como Pedrão, no centro de Teresópolis, onde mais de 280 vítimas da chuva estão alojadas, o professor da Faculdade de Fisioterapia da cidade, Rondineli Barros, improvisa uma tala com uma caixa de papelão. Ele tenta imobilizar a perna de Viviane Aparecida Pereira Gaspar, de 23 anos, que, como outros 1,2 mil moradores, perdeu a casa e recorreu ao abrigo público.

Moradora do bairro do Caleme, uma das regiões mais atingidas de Teresópolis, ela foi jogada contra uma parede pela força da água e depois derrubada de uma escada. Torceu o joelho e o tornozelo, que deveriam ser engessados. Na falta de gesso, o fisioterapeuta, trabalhando como voluntário, teve de usar da criatividade.

Ao lado de Viviane, a aluna do curso técnico de enfermagem Thais Flora trocava os curativos do agricultor Edmar Gregório da Rosa, cuja casa, no bairro de Santa Rita, mesmo distante da encosta e da beira do rio, foi derrubada pela avalanche de terra e mato que desceu de uma montanha. Empurrado pela água, sofreu cortes nos dois pés. Teve arranhões por todo o corpo e um ferimento mais profundo na traqueia.

Mas isto foi pouco perto da perda maior: a mulher, Elieze; o filho Douglas, de 13 anos; e a neta, Larissa, de 1 mês e meio, morreram no acidente. Restaram a ele a filha Letícia, de 20 anos, internada no Hospital das Clínicas - “nem sei o que foi que lhe aconteceu, ninguém passou nada para mim” - e a menor, Kailane, de 4 anos, levada para a casa da tia. “Agora, só posso contar com a ajuda dos amigos para começar tudo de novo. Minhas 40 mudas de alface, que eu colheria semana que vem, se perderam”, lamenta.

Na quadra do ginásio, onde os colchonetes espalhados estão divididos mais ou menos por grupos familiares, as pessoas aguardam a passagem do tempo, sem saber direito como tocar a vida daqui para frente. Dúvida que atormenta a balconista Camila Amorim da Silva, de 22 anos. Ela tenta distrair o filho Daniel, de 2 anos, sob a vista do marido, o comerciário José Joaquim Pereira, de 47 anos. Os três moravam com o filho Miguel, de 3 anos, junto com a família de Camila, em uma casa no bairro Caleme, bastante atingido.

Na hora da chuva, ela só conseguiu carregar Daniel. Não teve tempo de resgatar Miguel, que dormia em outro quarto com os tios Guilherme, de 20 anos; Isabele, de 18; Carolina, de 12; Marcelo, de 7; e Igor, de 6. Todos morreram soterrados, assim como o pai de Camila, José Carlos Gonçalves da Silva.

“Fui nascida e criada ali, nunca houve qualquer risco. Jamais pensei que passaria por uma tragédia como esta, porque a gente vê na televisão, mas não pensa que pode acontecer com a gente. Não tive tempo nem de socorrer o meu outro filho. Ouvi muitos gritos, pedidos de socorro, mas não podia fazer nada porque, se fosse ajudar, eu iria junto. A família foi embora, fica a lembrança”, diz Camila. (Agência Estado)


retirado do site: http://diariodopara.diarioonline.com.br

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sarney afirma que sem consenso proposta do Ato Médico não terá urgência

Representantes das Entidades Nacionais dos Trabalhadores na Área de Saúde e dirigentes do Sistema de Conselhos de Psicologia, composto pelo Conselho Federal e outros 17 Conselhos Regionais, entre outras entidades de profissionais de saúde, solicitaram ao presidente Sarney que o Projeto de Lei (PLS 268/2002), conhecido como Ato Médico, não seja apreciado pela Casa em regime de urgência. Sarney disse que, devido a complexidade do assunto e a falta de consenso, o projeto não entrará em regime de urgência nesta legislatura.

As lideranças do setor afirmaram que o texto atual do projeto fere os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e constitui-se em um retrocesso ao modelo de saúde multiprofissional. Segundo eles, o projeto interfere no trabalho das outras profissões da saúde.

Na opinião dos dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, se aprovado, o PL prejudicará a sociedade, que perde a possibilidade de contar com profissionais de várias áreas trabalhando de forma integrada e articulada, em equipes multiprofissionais, definindo conjuntamente o diagnóstico e o tratamento.

Ana Cristina Brasil, membro do Conselho Nacional de Saúde, afirmou, durante a reunião, que o projeto não conta com o apoio da maioria das entidades do setor. O presidente do Conselho Federal de Psicologia, Humberto Verona disse que a proposta "desconsidera a trajetória das demais profissões que constituem o cenário da saúde na ótica do SUS". Verona propõe que o substitutivo "assegure as garantias constitucionais relativas ao direito dos usuários do SUS ao atendimento integral", que para o dirigente classista não são atendidas no Projeto em estudo na CCJ.

Sarney ouviu dos conselheiros presentes que da forma como está o Projeto Ato Médico torna privativo da classe médica todos os procedimentos de diagnóstico sobre doenças, indicação de tratamento e a realização de procedimentos invasivos. Acrescentaram ainda que "é evidente o interesse coorporativo dos médicos por reserva de mercado, desconsiderando a trajetória das demais profissões que constituem o cenário da saúde na ótica do SUS".

José Marcos Oliveira, membro do Conselho Nacional de Saúde, representante dos usuários, endossou Verona e argumentou que a votação do PL 268 de forma "açodada em final de mandato", não atende ao interesse público: " é importante a retomada do debate com a real oitiva do Conselho Nacional de Saúde que é o fiel guardião do Sistema Único de Saúde".

Histórico

Em 2004 diversas categorias da saúde pública entregaram a José Sarney - à época ocupando a presidência do Senado pela segunda vez – documento com mais de um milhão de assinaturas contrário ao projeto conhecido como Ato Médico. Passados cinco anos, no dia 21 de outubro do ano passado, texto com os mesmos princípios contestados em 2004 (segundo várias categorias de saúde), foi aprovado na Câmara Federal e agora está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Fonte: http://www.senado.gov.br/

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Tendinites


Os tendões são estruturas fibrosas, densas, resistentes e pouca vascularizadas, e, têm como principal função realizar os movimentos do corpo através da transmissão da força gerada pelos músculos e ossos.
As inflamações que ocorrem nos tendões podem ser denominadas tendinites. As causas que podem gerar um processo inflamatório sobre eles são diversas. Mecânicas, causada por esforços repetitivos e prolongado, além de sobrecarga em determinada articulação e traumas. Química, onde ocorre à desidratação, quando os músculos e tendões não estão suficientemente drenados, a alimentação incorreta e toxinas no organismo através das doenças reumatológicas, processo degenerativos, infecções, etc.

Sintomas
As tendinites se manifestam através de dores localizadas próximas as articulações. Geralmente são dores difusas que podem aparecer após uma atividade física intensa ou em atividades simples como andar, abaixar, subir e descer escadas. Relato de dor e edema de intensidade variável , bem como graus variados de dificuldade na realização do movimento (principalmente o início do movimento associado a dor aguda) e diminuição de força muscular.
O diagnóstico é realizado através das queixas do paciente (principalmente dor no início do movimento), juntamente através de um exame físico. A realização da palpação com relato de dor local, presença de calor e rubor e em alguns casos edema. Isso tudo causando limitação funcional do individuo. Além disso, exames de ultra-som e ressonância magnética podem ser empregados.



Tratamento e prevenção
O Tratamento Fisioterapêutico tem início imediato após a consulta médica O Fisioterapeuta inicialmente realiza o tratamento analgésico e antiinflamatório com recursos de eletroterapia e posteriormente o cessamento do quadro de dor e do processo inflamatório começa a segunda etapa do tratamento, que visa o reequilíbrio muscular através de alongamentos e fortalecimentos. A etapa final visa o retorno a suas atividades de vida diária de maneira que o paciente possa realizar todas as suas atividades sem que haja qualquer referência de um dos sintomas di quadro da tendinopatia.
É possível realizar trabalhos preventivos com a finalidade de evitar a recidiva de tendinites e outras lesões. O Fisioterapeuta deve implantar séries de alongamentos e fortalecimentos excêntricos através de orientações, bem como indicar o melhor calçado para realização das atividades esportivas que o paciente venha a praticar e orientar sobre alterações e correções posturais.

Dicas e Cuidados
Geralmente uma tendinite mal avaliada, sem tratamento ou tratada de forma inadequada pode gerar uma tendinose, que passa a ser a condição de degeneração do tendão, podendo levar a ruptura do mesmo.
Portanto, se você já apresentou caso anterior de tendinite ou tem dores nas regiões distais dos músculos próximos às articulações, procure um especialista a fim de obter diagnóstico e tratamento adequados. Assim sendo, você terá um retorno mais rápido e seguro as suas atividades diárias, seja elas ligadas ao esporte ou não.