No meio do ginásio Pedro Rage Jahara, conhecido como Pedrão, no centro de Teresópolis, onde mais de 280 vítimas da chuva estão alojadas, o professor da Faculdade de Fisioterapia da cidade, Rondineli Barros, improvisa uma tala com uma caixa de papelão. Ele tenta imobilizar a perna de Viviane Aparecida Pereira Gaspar, de 23 anos, que, como outros 1,2 mil moradores, perdeu a casa e recorreu ao abrigo público.
Moradora do bairro do Caleme, uma das regiões mais atingidas de Teresópolis, ela foi jogada contra uma parede pela força da água e depois derrubada de uma escada. Torceu o joelho e o tornozelo, que deveriam ser engessados. Na falta de gesso, o fisioterapeuta, trabalhando como voluntário, teve de usar da criatividade.
Ao lado de Viviane, a aluna do curso técnico de enfermagem Thais Flora trocava os curativos do agricultor Edmar Gregório da Rosa, cuja casa, no bairro de Santa Rita, mesmo distante da encosta e da beira do rio, foi derrubada pela avalanche de terra e mato que desceu de uma montanha. Empurrado pela água, sofreu cortes nos dois pés. Teve arranhões por todo o corpo e um ferimento mais profundo na traqueia.
Mas isto foi pouco perto da perda maior: a mulher, Elieze; o filho Douglas, de 13 anos; e a neta, Larissa, de 1 mês e meio, morreram no acidente. Restaram a ele a filha Letícia, de 20 anos, internada no Hospital das Clínicas - “nem sei o que foi que lhe aconteceu, ninguém passou nada para mim” - e a menor, Kailane, de 4 anos, levada para a casa da tia. “Agora, só posso contar com a ajuda dos amigos para começar tudo de novo. Minhas 40 mudas de alface, que eu colheria semana que vem, se perderam”, lamenta.
Na quadra do ginásio, onde os colchonetes espalhados estão divididos mais ou menos por grupos familiares, as pessoas aguardam a passagem do tempo, sem saber direito como tocar a vida daqui para frente. Dúvida que atormenta a balconista Camila Amorim da Silva, de 22 anos. Ela tenta distrair o filho Daniel, de 2 anos, sob a vista do marido, o comerciário José Joaquim Pereira, de 47 anos. Os três moravam com o filho Miguel, de 3 anos, junto com a família de Camila, em uma casa no bairro Caleme, bastante atingido.
Na hora da chuva, ela só conseguiu carregar Daniel. Não teve tempo de resgatar Miguel, que dormia em outro quarto com os tios Guilherme, de 20 anos; Isabele, de 18; Carolina, de 12; Marcelo, de 7; e Igor, de 6. Todos morreram soterrados, assim como o pai de Camila, José Carlos Gonçalves da Silva.
“Fui nascida e criada ali, nunca houve qualquer risco. Jamais pensei que passaria por uma tragédia como esta, porque a gente vê na televisão, mas não pensa que pode acontecer com a gente. Não tive tempo nem de socorrer o meu outro filho. Ouvi muitos gritos, pedidos de socorro, mas não podia fazer nada porque, se fosse ajudar, eu iria junto. A família foi embora, fica a lembrança”, diz Camila. (Agência Estado)
retirado do site: http://diariodopara.diarioonline.com.br
domingo, 23 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Sarney afirma que sem consenso proposta do Ato Médico não terá urgência
Representantes das Entidades Nacionais dos Trabalhadores na Área de Saúde e dirigentes do Sistema de Conselhos de Psicologia, composto pelo Conselho Federal e outros 17 Conselhos Regionais, entre outras entidades de profissionais de saúde, solicitaram ao presidente Sarney que o Projeto de Lei (PLS 268/2002), conhecido como Ato Médico, não seja apreciado pela Casa em regime de urgência. Sarney disse que, devido a complexidade do assunto e a falta de consenso, o projeto não entrará em regime de urgência nesta legislatura.
As lideranças do setor afirmaram que o texto atual do projeto fere os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e constitui-se em um retrocesso ao modelo de saúde multiprofissional. Segundo eles, o projeto interfere no trabalho das outras profissões da saúde.
Na opinião dos dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, se aprovado, o PL prejudicará a sociedade, que perde a possibilidade de contar com profissionais de várias áreas trabalhando de forma integrada e articulada, em equipes multiprofissionais, definindo conjuntamente o diagnóstico e o tratamento.
Ana Cristina Brasil, membro do Conselho Nacional de Saúde, afirmou, durante a reunião, que o projeto não conta com o apoio da maioria das entidades do setor. O presidente do Conselho Federal de Psicologia, Humberto Verona disse que a proposta "desconsidera a trajetória das demais profissões que constituem o cenário da saúde na ótica do SUS". Verona propõe que o substitutivo "assegure as garantias constitucionais relativas ao direito dos usuários do SUS ao atendimento integral", que para o dirigente classista não são atendidas no Projeto em estudo na CCJ.
Sarney ouviu dos conselheiros presentes que da forma como está o Projeto Ato Médico torna privativo da classe médica todos os procedimentos de diagnóstico sobre doenças, indicação de tratamento e a realização de procedimentos invasivos. Acrescentaram ainda que "é evidente o interesse coorporativo dos médicos por reserva de mercado, desconsiderando a trajetória das demais profissões que constituem o cenário da saúde na ótica do SUS".
José Marcos Oliveira, membro do Conselho Nacional de Saúde, representante dos usuários, endossou Verona e argumentou que a votação do PL 268 de forma "açodada em final de mandato", não atende ao interesse público: " é importante a retomada do debate com a real oitiva do Conselho Nacional de Saúde que é o fiel guardião do Sistema Único de Saúde".
Histórico
Em 2004 diversas categorias da saúde pública entregaram a José Sarney - à época ocupando a presidência do Senado pela segunda vez – documento com mais de um milhão de assinaturas contrário ao projeto conhecido como Ato Médico. Passados cinco anos, no dia 21 de outubro do ano passado, texto com os mesmos princípios contestados em 2004 (segundo várias categorias de saúde), foi aprovado na Câmara Federal e agora está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Fonte: http://www.senado.gov.br/
As lideranças do setor afirmaram que o texto atual do projeto fere os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e constitui-se em um retrocesso ao modelo de saúde multiprofissional. Segundo eles, o projeto interfere no trabalho das outras profissões da saúde.
Na opinião dos dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, se aprovado, o PL prejudicará a sociedade, que perde a possibilidade de contar com profissionais de várias áreas trabalhando de forma integrada e articulada, em equipes multiprofissionais, definindo conjuntamente o diagnóstico e o tratamento.
Ana Cristina Brasil, membro do Conselho Nacional de Saúde, afirmou, durante a reunião, que o projeto não conta com o apoio da maioria das entidades do setor. O presidente do Conselho Federal de Psicologia, Humberto Verona disse que a proposta "desconsidera a trajetória das demais profissões que constituem o cenário da saúde na ótica do SUS". Verona propõe que o substitutivo "assegure as garantias constitucionais relativas ao direito dos usuários do SUS ao atendimento integral", que para o dirigente classista não são atendidas no Projeto em estudo na CCJ.
Sarney ouviu dos conselheiros presentes que da forma como está o Projeto Ato Médico torna privativo da classe médica todos os procedimentos de diagnóstico sobre doenças, indicação de tratamento e a realização de procedimentos invasivos. Acrescentaram ainda que "é evidente o interesse coorporativo dos médicos por reserva de mercado, desconsiderando a trajetória das demais profissões que constituem o cenário da saúde na ótica do SUS".
José Marcos Oliveira, membro do Conselho Nacional de Saúde, representante dos usuários, endossou Verona e argumentou que a votação do PL 268 de forma "açodada em final de mandato", não atende ao interesse público: " é importante a retomada do debate com a real oitiva do Conselho Nacional de Saúde que é o fiel guardião do Sistema Único de Saúde".
Histórico
Em 2004 diversas categorias da saúde pública entregaram a José Sarney - à época ocupando a presidência do Senado pela segunda vez – documento com mais de um milhão de assinaturas contrário ao projeto conhecido como Ato Médico. Passados cinco anos, no dia 21 de outubro do ano passado, texto com os mesmos princípios contestados em 2004 (segundo várias categorias de saúde), foi aprovado na Câmara Federal e agora está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Fonte: http://www.senado.gov.br/
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Tendinites
Os tendões são estruturas fibrosas, densas, resistentes e pouca vascularizadas, e, têm como principal função realizar os movimentos do corpo através da transmissão da força gerada pelos músculos e ossos.
As inflamações que ocorrem nos tendões podem ser denominadas tendinites. As causas que podem gerar um processo inflamatório sobre eles são diversas. Mecânicas, causada por esforços repetitivos e prolongado, além de sobrecarga em determinada articulação e traumas. Química, onde ocorre à desidratação, quando os músculos e tendões não estão suficientemente drenados, a alimentação incorreta e toxinas no organismo através das doenças reumatológicas, processo degenerativos, infecções, etc.
Sintomas
As tendinites se manifestam através de dores localizadas próximas as articulações. Geralmente são dores difusas que podem aparecer após uma atividade física intensa ou em atividades simples como andar, abaixar, subir e descer escadas. Relato de dor e edema de intensidade variável , bem como graus variados de dificuldade na realização do movimento (principalmente o início do movimento associado a dor aguda) e diminuição de força muscular.
O diagnóstico é realizado através das queixas do paciente (principalmente dor no início do movimento), juntamente através de um exame físico. A realização da palpação com relato de dor local, presença de calor e rubor e em alguns casos edema. Isso tudo causando limitação funcional do individuo. Além disso, exames de ultra-som e ressonância magnética podem ser empregados.
Tratamento e prevenção
O Tratamento Fisioterapêutico tem início imediato após a consulta médica O Fisioterapeuta inicialmente realiza o tratamento analgésico e antiinflamatório com recursos de eletroterapia e posteriormente o cessamento do quadro de dor e do processo inflamatório começa a segunda etapa do tratamento, que visa o reequilíbrio muscular através de alongamentos e fortalecimentos. A etapa final visa o retorno a suas atividades de vida diária de maneira que o paciente possa realizar todas as suas atividades sem que haja qualquer referência de um dos sintomas di quadro da tendinopatia.
É possível realizar trabalhos preventivos com a finalidade de evitar a recidiva de tendinites e outras lesões. O Fisioterapeuta deve implantar séries de alongamentos e fortalecimentos excêntricos através de orientações, bem como indicar o melhor calçado para realização das atividades esportivas que o paciente venha a praticar e orientar sobre alterações e correções posturais.
Dicas e Cuidados
Geralmente uma tendinite mal avaliada, sem tratamento ou tratada de forma inadequada pode gerar uma tendinose, que passa a ser a condição de degeneração do tendão, podendo levar a ruptura do mesmo.
Portanto, se você já apresentou caso anterior de tendinite ou tem dores nas regiões distais dos músculos próximos às articulações, procure um especialista a fim de obter diagnóstico e tratamento adequados. Assim sendo, você terá um retorno mais rápido e seguro as suas atividades diárias, seja elas ligadas ao esporte ou não.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Técnicas de Higiene Brônquica
Técnicas de Higiene Brônquica
Tem como objetivo proporcionar a mobilização e com consequente remoção do excesso de muco ou secreção retidos nas vias aéreas e assim otimizando as trocas gasosas e a diminuindo o trabalho respiratório. Algumas técnicas serão descritas a seguir.
- Drenagem postural - mobilização e delocamento de secreções por meio do uso da gravidade, utilizando a mudança de decubito como tratamento tem como objetivo direcionar as secreções dos lobos ou segmentos distais para as vias aéreas centrais, facilitando sua remoção pela tosse ou aspiração. Baseado na anatomia, ausculta pulmonar e radiografia de tórax (quando possível) com a identificação da área de acúmulo de secreção; posteriormente, define a posição na qual o brônquio segmentar da região afetada esteja na posição vertical em relação à gravidade. O tempo para esse procedimento e inderteminado, a asculta pulmonar pode auxiliar no que diz respeito ao período da técnica.
- Ondas de choque mecânico - mobilização e deslocamento das secreções ao longo da árvore brônquica
- Percussão torácica : realizada com auxílio das mãos, em forma de concha com o punho ou com os dedos (normalmente em RN's), de forma ritmica que dão origem a ondas mecânicas que se propagam do tórax para o tecido pulmonar. Pode ser aplicada diretamente na pele e deve-se obeservaráreas anatômicas, se ha presença de hiperemia, drenos, cateteres, fraturas não diagnosticadas e enfizema subcutâneo. Não deve levar desconforto ao paciente e poder ser realizada tanto na inspiração quanto na expiração. As Contra-indicações são: hemoptise, fratura, fissura, osteoporose, broncoespasmo severo, incisões cirúrgicas e drenos, HAS, febre, taquicardia e carcinoma.
- Tosse assistida - objetiva aumentar a eficácia do mecanismo de tosse. O paciente deve realizar lentamente a inspiração antes do ato tossígeo, a seguir, expirar o ar suavemente, em um período breve, efetuar uma brusca e curta expiração ( tosse ), o fisioterapeuta deve executar uma compressão moderada durante a tosse aumentando assim a sua eficácia.
- Estimulação da tosse - estimular o reflexo da tosse quando a tosse voluntária está diminuída ou em pacientes não colaborativoa. Estímulo mecânico localizados nos pontos anatômicos específicos ( estímulo de fúrcula esternal de forma manual, cav. nasal, traquéia e carina com auxílio de sondas de aspiração )
- Aceleração de fluxo - retirada passiva das secreções através da aceleração de fluxo expiratório com apoio abdominal. Há um aumento da pressão intrabrônquica, que leva à turbulência do fluxo aéreo mobilizando secreções aos brônquios proximais.
- Flutter e shaker- Associação de PEEP com oscilação oral de alta freqüência, gerando vibrações endobrônquicas. Tem forma de cachimbo com uma espera de aço sustentada sobre um suporte que, durante a expiração, gera oscilações com freqüências que variam dependendo da angulação do equipamento, em relação à boca, enquanto seu peso serve de resistência expiratória que varia de 10 a 25 cmH2O.
- Expiração com pressão positiva nas vias aéreas – EPAP - Sistema de utilização de resistência externa ao fluxo expiratório por meio de válvula expiratória unidirecional, com a finalidade de gerar pressão positiva ao final da expiração. Realiza inspiração profunda, seguida de uma expiração basal contra a resistência oferecida pela válvula, previamente regulada.
- Aspiração - técnica utilizada mediante a utilização de uma sonda conectada a um gerador de pressão negativa, (aspirador) devendo ser aplicada em pacientes com tosse ineficaz ou em ventilação mecânica. Deve ser realizada de maneira asséptica, com duração de 10 a 15 segundos em sistema de aspiração aberto ou fechado. No sistema aberto, é necessária a retirada do paciente do respirador e introdução da sonda, interrompendo a ventilação.
· No sistema fechado, o paciente não é desconectado; a sonda é protegida por um envolvente plástico, podendo ser trocada a cada 24 h. Deve ser realizada, preferencialmente por 2 fisioterapeutas.
- Manobra com pressão zero ao final da expiração - ZEEP - aumentar o fluxo expiratório para promover o deslocamento de secreções. Técnica de redução abrupta da pressão positiva expiratória final,(PEEP) realizada em pacientes sob ventilação mecânica invasiva. O fisioterapeuta aguarda o início da inspiração , quando isso ocorre, eleva a PEEP ( entre 10 e 15 cm H2O ), não permitindo pressões de pico elevadas ( 30 e 40 cm H2O ). Aguarda-se a realização de alguns ciclos respiratórios ( 3 a 5 ). A seguir reduz-se a PEEP à zero de modo abrupto, acompanhada de vibrocompressão. Essa manobra proporciona rápido deslocamento de ar. a vibrocompressão e importante para eficacia da técnica (que seja ideal ser realizada com 2 fisioterapeutas)
- Bag Squeenzing - ventilação associada a vibrocompressão com o objetivo de mobilização e deslocamento da secreção. Feita em paciente sob ventilação mecânica. Deve ser realizada preferencialmente por dois fisioterapeutas, onde um instila soro no tubo orotraqueal e com o uso do ambu ventila de forma rápida em três ciclos seguidos e ao final deles o segundo fisioterapeuta faz a vibrocompressão. Esta técnica antecede a aspiração e é eficaz para o deslocamente de rolhas.
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